Eco

    De onde vêm as palavras e para onde vão? Por que esquinas se roçam, por que caminhos se perdem? Por onde se quedam e por onde se rendem, por onde se prendem e por onde se acham escravas incólumes vergastas impunes, trevas pirilampos cardumes núvens céu? Porque são elas portas tais, assim, portais […]

como fantasmas na noite

    Uma luminosidade estranha entra pelas janelas do quarto e acorda as sombras escondidas pelas paredes. Acorda por fim, e no mesmo momento em que abre os olhos reconhece aquela pastosidade inescapável. Não há outra luz como aquela. Levanta a cortina para espreitar, mas sabe precisamente o que vai encontrar do lado de fora. […]